sábado, 4 de abril de 2009



Sem as latitudes do som
Eu me encontro
Sem coragem para produzir um ruído
Num silencio impenetrável
Que me aproxima da eterna desventura

Me encontro enclausurado
Mas solitário que só
Que diferente de mim e formado por dois fonemas
Enquanto eu sou formado apenas de uma ilusão

Vivo a recordar das ex-amizades
Das poucas que consigo lembrar
Parecem momentos da vida de outras pessoas
Roubados por mim num ato desesperado
De possuir algo bom

Na magnitude do mistério que nos cerca
Vivo os meus últimos segundos
Na pronuncia de um único som
Adeus

sexta-feira, 20 de março de 2009

L- I - S - A - R - B

O que pensaria Zumbi ?


Amaldiçoai meus pais por não terem tentado

Para mim a fuga não pode ser apenas um ideal

A liberdade é minha ideologia


Amaldiçoai por não terem se rebelado

Melhor morrer amanha gritando

Do que viver cem vidas calado

Vendo as oportunidades de gritar

Se esvaírem no tempo


Amaldiçoe meu pai por tê-la notado

Amaldiçoai por terem se conhecido

Amaldiçoe minha mãe pelo seu belo sorriso

Amaldiçoai o destino por uni-los

Amaldiçoai por terem se amado.

Por terem se amado


A vida amaldiçoa-me.

Nasci um escravo


A vida amaldiçoa mais ainda

Aqueles que se oporem a mim

Entre o pensamento e a realidade estes vão se encontrar


Minha luta, meus ideais não ficarão na vontade

Será um impulso que marcará a historia

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

another way


Sem titulo

  E difícil mostrar quem realmente sou com

 Perguntas repetidas e frases perdidas

Assuntos que não rendem

O silencio que não compreende

Quem sou

 

Deixar os lábios crispados de vergonha

Mudar a direção do olhar quando os olhares se atravessarem

Secar o suor das mãos

Sem nada para dizer

Pensar na sorte de estar ali com você

 

Se o silencio diz muita coisa o que você esta dizendo?

Eu queria saber

sábado, 6 de dezembro de 2008

..

No momento em que me apaixonei 

Voz baixa mãos suadas
E difícil abrir a boca e dizer
Amo-te
Há! Não, não é, mas seus olhos.
Atrapalham-me, são grandes e curiosos.
Perco a voz quando eles me vêem
Mas não adianta dizer sem eles estarem
Olhando-me com toda curiosidade, uma carta.
Com as palavras te amo sempre te amarei.
Não palavras não impressionam, ato.
Preciso mesmo e agir em vez de ficar aqui na minha sala
Pensando em quando, onde e como.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

real?


Devaneio

Uma gota de chuva gelada caiu em meu dorso.

Senti um calafrio que me fez voltar a realidade.

Sonhava acordado com ela

E por mais irreal que fosse.

Ela sabia que eu existia.

Ela apenas me olhava

Ela olhava em meus olhos

Ele me guiava como a estrela polar guia um marinheiro

Ele me confortava como fogo esquenta num dia de frio

Poderia ter levado uma manha inteira eu não saberia dizer

Era como se a lua tive-se parado no céu

Para que nesse momento as palavras fossem desnecessárias

E os sentimentos compreendidos

Mas do que uma fantasia foi um desatino

Que migrou do meu coração

Para imaginação do meu pensamento

Movido pela vontade de existir

Mas como a estrela

por mais que eu a siga

Nunca vou tê-la, perto de mim

Como o fogo será indomável

E se extinguira

Não pude acreditar.

Que uma gota de chuva gelada

Pudesse, acabar com aquilo que fora.

O melhor dos devaneios.

O que tem nesse blog?



 O motivo do meu blog e escutar criticas , e elogios sobre o que eu escrevo
e claro discutir assuntos