Viu pela primeira vez o bater do sol na pele dela Não por falta de sol, mas por falta dela. Viu o brilho do sol da tarde em seus cabelos negros Fazia esquecer o que é estar só Em sua companhia já não entendia mais o significado de solidão
A noite caiu com a lua sorrindo para ela Sem entender o que aconteceu se despediram
Caminhando na direção oposta a dela Ele começou a desejar que o sol se levantasse de novo Que o dia começa-se novamente Que mudasse o que aconteceu
Existe um longo caminho para as portas de seu coração Ele começa ao conhecê-la quando se olha nos seus olhos Não se vê apenas olhos profundos e castanhos, enxerga-se também o caminho a ser traçado. Começando a caminhada pela estrada do conhecer-la melhor Vira-se a esquerda nos risos e continua pela estrada da vontade de se encontrar outra vez Depois de um tempo começa a subir a ponte da sinceridade mutua que passa por cima do rio agitado das mentiras Após a ponte vem a montanha da confiança inabalável depois da subida e descida vem a floresta do compreender um ao outro como um só No final da floresta existe uma entrada escura no final desta esta a porta de seu coração Mas só poderá entrar aquele que lembrar de trazer a chave do amor eterno.
Eram duas da manha , mas a hora não impediu Calvin de arrumar suas malas e sair porta a fora .Foi a pior briga em seus 3 anos de casamento, e o motivo nem ele compreendia.
Meriam estava parada na sala de estar recém pintada pelo casal, em frente a porta , estupefata, seu olhar estava fixo na rua que a porta aberta revelava, chovia forte lá fora e, com um clarão veio o pesado som de uma trovoada que imediatamente trouxe Meriam de volta a realidade, ela não podia acreditar no que tinha acontecido,já fazia três horas desde que Calvin saiu.Meriam foi para a cama, mas não pegou no sono, repassou mentalmente aquela noite.
Calvin se hospedou em um hotel, as quatro da manha ainda pensava no ocorrido, em silencio, vendo a chuva bater na janela, havia uma vista encantadora no hotel, de lá podia ver o primeiro café onde se encontrou com Meriam, o parque onde passearam, a igreja onde se casaram, com um suspiro definiu o que iria fazer.
Era uma hora da tarde quando Calvin tocou a campainha de sua casa, achou melhor proceder dessa maneira não sabia se Meriam queria vê-lo.Uma voz doce familiar veio lá de dentro:
- Calvin, é você?
- Sou vim aqui decidido, o que aconteceu ontem foi minha culpa, disse coisas que não pretendia, e não posso justificá-las de modo algum, sofri cada segundo depois que sai por esta porta, não há pronuncia para dizer o que meu coração sente por você, Meriam desculpa.
Meriam abriu a porta.
domingo, 31 de maio de 2009
Eu cai toda vez que me lembrei de você Cai no desespero de não me encontrar nunca mais Dias noites não se distinguiam mais O tempo havia parado Ou então passava tão rápido Que eu simplesmente não consegui acompanhar Estive onde? Não sei
Pensar em você, me faz lembrar de mim. Faz-me levantar no desespero Reencontrar-me no encontrar você O tempo volta a ter sentido As lembranças significado O muro da desesperança pode ser pulado O medo pode ser vencido Onde está você?
Pensar em você me traz a realidade Realidade que despeja desesperança Não posso mais acompanha-la Esta onde não posso segui-la Esta além do azul marinho Que separa as noites dos dias
Entre a lembrança e o amor Desespero poderia ser a única coisa Mas surgem momentos Onde nos encontramos não na morte Mas na agonia do crepúsculo E na pureza do eclipse.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Espírito colossal
Arrancado de casa Sufocado, agredido, gritei sem esperança. Socorro, ninguém escutou. Mas se escuta o que poderia fazer? Tente lutar contra 1000 braços autoritários Prenderam-me Ideal enjaulado. Tornei-me um espírito não-livre. Esperando pela tortura. Guardei minhas memórias num pedaço de papel higiênico Lamento não poder deixas meus últimos momentos Torturado serei na noite do 5º dia Não direi nada além de asneiras Bem, devo morrer.
Aqui começo a narrar: Braços me carregam para meu sepulcro -Fale logo e poderá ir! Foi a primeira coisa que escutei em cinco dias e não Lamentando respondi depois de um longo e pesado silencio de minha parte -Nada mais pode tirar de mim, homem de farda. -Há posso!- disse o infeliz -Você não me escutou, você tirou minha liberdade, nada mais possuo! -Idealista né? -Já fui, mas graças a você me tornei coisa maior! -ahn?- foi o auge de minha noite -Sim você, quando tirou minha liberdade e me prendeu, me transformou num mártir, meu desaparecimento será deduzido, minha vida contada, minha morte lembrada. (passei o resto da noite em silencio). Por nove dias torturam-me Por oito dias falei asneira.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Andarilho
Andando na praia, me deparei com o sol vermelho vivo, o céu limpo, o vento forte bateu no meu rosto e trouxe memórias de dias impecáveis, de alegrias transparentes, de loucuras injustificáveis, fui andando e a mente clareando foi me mostrando qual o próximo passo a dar. Voltei a olhar para o céu e lá estava o sol se pondo com uma cor forte, vibrante perto do fim, mas belo do que nunca esteve, o vento suave me trouxe uma memória quase que perdida, uma lembrança aquecedora, lembrou-me a voz dela suave, o pôr-do-sol em seu momento mais belo me mostrou como a beleza humana dela era sublime por sobrepujar a beleza do pôr-do-sol, desgastado por esse pensamento solitário, continuei a andar com ela na minha cabeça, uma vez lembrado dela era difícil esquecer. A lua se pós no céu e o sol se pós no mar, não venta e a noite agora passa lenta, e não sustenta o estro da memória.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Memórias ao vento
Justiça os filhos das vitimas a desejam desejam saber onde estão seus pais onde foram enterrados se em algum cemitério se seus restos foram destruídos se foram jogados no rio da prata para que não jazem no esquecimento para uma rosa jogar no rio uma rosa por no túmulo uma rosa jogar da mais alta montanha para que o vento leve para onde seus pais estão e uma vez ao menos de paz aqueles a quem amam
desconsiderar o poema abaixo!!
Memórias no vento
Justiça os filhos das vitimas a desejam Desejam saber onde estão seus pais Onde foram enterrados Se foram destruídos Se foram jogados no rio prata Para uma rosa jogar no rio Uma rosa jogar da mais alta montanha Para que o vento leve para onde seus pais estão E uma vez ao menos de paz aqueles a quem amam.
sábado, 4 de abril de 2009
Sem as latitudes do som Eu me encontro Sem coragem para produzir um ruído Num silencio impenetrável Que me aproxima da eterna desventura
Me encontro enclausurado Mas solitário que só Que diferente de mim e formado por dois fonemas Enquanto eu sou formado apenas de uma ilusão
Vivo a recordar das ex-amizades Das poucas que consigo lembrar Parecem momentos da vida de outras pessoas Roubados por mim num ato desesperado De possuir algo bom
Na magnitude do mistério que nos cerca Vivo os meus últimos segundos Na pronuncia de um único som Adeus