domingo, 28 de junho de 2009

Acidentes existem


Viu pela primeira vez o bater do sol na pele dela
Não por falta de sol, mas por falta dela.
Viu o brilho do sol da tarde em seus cabelos negros
Fazia esquecer o que é estar só
Em sua companhia já não entendia mais o significado de solidão

A noite caiu com a lua sorrindo para ela
Sem entender o que aconteceu se despediram

Caminhando na direção oposta a dela
Ele começou a desejar que o sol se levantasse de novo
Que o dia começa-se novamente
Que mudasse o que aconteceu

Começou a desejar o impossível

sexta-feira, 19 de junho de 2009

uma estrada dois destinos




Existe um longo caminho para as portas de seu coração
Ele começa ao conhecê-la quando se olha nos seus olhos
Não se vê apenas olhos profundos e castanhos, enxerga-se também o caminho a ser traçado.
Começando a caminhada pela estrada do conhecer-la melhor
Vira-se a esquerda nos risos e continua pela estrada da vontade de se encontrar outra vez
Depois de um tempo começa a subir a ponte da sinceridade mutua que passa por cima do rio agitado das mentiras
Após a ponte vem a montanha da confiança inabalável depois da subida e descida vem a floresta do compreender um ao outro como um só
No final da floresta existe uma entrada escura no final desta esta a porta de seu coração
Mas só poderá entrar aquele que lembrar de trazer a chave do amor eterno.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Teste o homem antes de dizer que este não presta.


Eram duas da manha , mas a hora não impediu Calvin de arrumar suas malas e sair porta a fora .Foi a pior briga em seus 3 anos de casamento, e o motivo nem ele compreendia.

Meriam estava parada na sala de estar recém pintada pelo casal, em frente a porta , estupefata, seu olhar estava fixo na rua que a porta aberta revelava, chovia forte lá fora e, com um clarão veio o pesado som de uma trovoada que imediatamente trouxe Meriam de volta a realidade, ela não podia acreditar no que tinha acontecido,já fazia três horas desde que Calvin saiu.Meriam foi para a cama, mas não pegou no sono, repassou mentalmente aquela noite.

Calvin se hospedou em um hotel, as quatro da manha ainda pensava no ocorrido, em silencio, vendo a chuva bater na janela, havia uma vista encantadora no hotel, de lá podia ver o primeiro café onde se encontrou com Meriam, o parque onde passearam, a igreja onde se casaram, com um suspiro definiu o que iria fazer.

Era uma hora da tarde quando Calvin tocou a campainha de sua casa, achou melhor proceder dessa maneira não sabia se Meriam queria vê-lo.Uma voz doce familiar veio lá de dentro:

- Calvin, é você?

- Sou vim aqui decidido, o que aconteceu ontem foi minha culpa, disse coisas que não pretendia, e não posso justificá-las de modo algum, sofri cada segundo depois que sai por esta porta, não há pronuncia para dizer o que meu coração sente por você, Meriam desculpa.

Meriam abriu a porta.

domingo, 31 de maio de 2009



Eu cai toda vez que me lembrei de você
Cai no desespero de não me encontrar nunca mais
Dias noites não se distinguiam mais
O tempo havia parado
Ou então passava tão rápido
Que eu simplesmente não consegui acompanhar
Estive onde? Não sei

Pensar em você, me faz lembrar de mim.
Faz-me levantar no desespero
Reencontrar-me no encontrar você
O tempo volta a ter sentido
As lembranças significado
O muro da desesperança pode ser pulado
O medo pode ser vencido
Onde está você?

Pensar em você me traz a realidade
Realidade que despeja desesperança
Não posso mais acompanha-la
Esta onde não posso segui-la
Esta além do azul marinho
Que separa as noites dos dias

Entre a lembrança e o amor
Desespero poderia ser a única coisa
Mas surgem momentos
Onde nos encontramos não na morte
Mas na agonia do crepúsculo
E na pureza do eclipse.

sexta-feira, 29 de maio de 2009




Espírito colossal

Arrancado de casa
Sufocado, agredido, gritei sem esperança.
Socorro, ninguém escutou.
Mas se escuta o que poderia fazer?
Tente lutar contra 1000 braços autoritários
Prenderam-me
Ideal enjaulado.
Tornei-me um espírito não-livre.
Esperando pela tortura.
Guardei minhas memórias num pedaço de papel higiênico
Lamento não poder deixas meus últimos momentos
Torturado serei na noite do 5º dia
Não direi nada além de asneiras
Bem, devo morrer.

Aqui começo a narrar:
Braços me carregam para meu sepulcro
-Fale logo e poderá ir!
Foi a primeira coisa que escutei em cinco dias e não
Lamentando respondi depois de um longo e pesado silencio de minha parte
-Nada mais pode tirar de mim, homem de farda.
-Há posso!- disse o infeliz
-Você não me escutou, você tirou minha liberdade, nada mais possuo!
-Idealista né?
-Já fui, mas graças a você me tornei coisa maior!
-ahn?- foi o auge de minha noite
-Sim você, quando tirou minha liberdade e me prendeu, me transformou num mártir, meu desaparecimento será deduzido, minha vida contada, minha morte lembrada.
(passei o resto da noite em silencio).
Por nove dias torturam-me
Por oito dias falei asneira.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Andarilho

Andando na praia, me deparei com o sol vermelho vivo, o céu limpo, o vento forte bateu no meu rosto e trouxe memórias de dias impecáveis, de alegrias transparentes, de loucuras injustificáveis, fui andando e a mente clareando foi me mostrando qual o próximo passo a dar.
Voltei a olhar para o céu e lá estava o sol se pondo com uma cor forte, vibrante perto do fim, mas belo do que nunca esteve, o vento suave me trouxe uma memória quase que perdida, uma lembrança aquecedora, lembrou-me a voz dela suave, o pôr-do-sol em seu momento mais belo me mostrou como a beleza humana dela era sublime por sobrepujar a beleza do pôr-do-sol, desgastado por esse pensamento solitário, continuei a andar com ela na minha cabeça, uma vez lembrado dela era difícil esquecer.
A lua se pós no céu e o sol se pós no mar, não venta e a noite agora passa lenta, e não sustenta o estro da memória.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Memórias ao vento

Justiça os filhos das vitimas a desejam
desejam saber onde estão seus pais
onde foram enterrados
se em algum cemitério
se seus restos foram destruídos
se foram jogados no rio da prata
para que não jazem no esquecimento
para uma rosa jogar no rio
uma rosa por no túmulo
uma rosa jogar da mais alta montanha
para que o vento leve para onde seus pais estão
e uma vez ao menos de paz aqueles a quem amam




desconsiderar o poema abaixo!!
Memórias no vento

Justiça os filhos das vitimas a desejam
Desejam saber onde estão seus pais
Onde foram enterrados
Se foram destruídos
Se foram jogados no rio prata
Para uma rosa jogar no rio
Uma rosa jogar da mais alta montanha
Para que o vento leve para onde seus pais estão
E uma vez ao menos de paz aqueles a quem amam.

sábado, 4 de abril de 2009



Sem as latitudes do som
Eu me encontro
Sem coragem para produzir um ruído
Num silencio impenetrável
Que me aproxima da eterna desventura

Me encontro enclausurado
Mas solitário que só
Que diferente de mim e formado por dois fonemas
Enquanto eu sou formado apenas de uma ilusão

Vivo a recordar das ex-amizades
Das poucas que consigo lembrar
Parecem momentos da vida de outras pessoas
Roubados por mim num ato desesperado
De possuir algo bom

Na magnitude do mistério que nos cerca
Vivo os meus últimos segundos
Na pronuncia de um único som
Adeus

sexta-feira, 20 de março de 2009

L- I - S - A - R - B

O que pensaria Zumbi ?


Amaldiçoai meus pais por não terem tentado

Para mim a fuga não pode ser apenas um ideal

A liberdade é minha ideologia


Amaldiçoai por não terem se rebelado

Melhor morrer amanha gritando

Do que viver cem vidas calado

Vendo as oportunidades de gritar

Se esvaírem no tempo


Amaldiçoe meu pai por tê-la notado

Amaldiçoai por terem se conhecido

Amaldiçoe minha mãe pelo seu belo sorriso

Amaldiçoai o destino por uni-los

Amaldiçoai por terem se amado.

Por terem se amado


A vida amaldiçoa-me.

Nasci um escravo


A vida amaldiçoa mais ainda

Aqueles que se oporem a mim

Entre o pensamento e a realidade estes vão se encontrar


Minha luta, meus ideais não ficarão na vontade

Será um impulso que marcará a historia

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

another way


Sem titulo

  E difícil mostrar quem realmente sou com

 Perguntas repetidas e frases perdidas

Assuntos que não rendem

O silencio que não compreende

Quem sou

 

Deixar os lábios crispados de vergonha

Mudar a direção do olhar quando os olhares se atravessarem

Secar o suor das mãos

Sem nada para dizer

Pensar na sorte de estar ali com você

 

Se o silencio diz muita coisa o que você esta dizendo?

Eu queria saber

sábado, 6 de dezembro de 2008

..

No momento em que me apaixonei 

Voz baixa mãos suadas
E difícil abrir a boca e dizer
Amo-te
Há! Não, não é, mas seus olhos.
Atrapalham-me, são grandes e curiosos.
Perco a voz quando eles me vêem
Mas não adianta dizer sem eles estarem
Olhando-me com toda curiosidade, uma carta.
Com as palavras te amo sempre te amarei.
Não palavras não impressionam, ato.
Preciso mesmo e agir em vez de ficar aqui na minha sala
Pensando em quando, onde e como.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

real?


Devaneio

Uma gota de chuva gelada caiu em meu dorso.

Senti um calafrio que me fez voltar a realidade.

Sonhava acordado com ela

E por mais irreal que fosse.

Ela sabia que eu existia.

Ela apenas me olhava

Ela olhava em meus olhos

Ele me guiava como a estrela polar guia um marinheiro

Ele me confortava como fogo esquenta num dia de frio

Poderia ter levado uma manha inteira eu não saberia dizer

Era como se a lua tive-se parado no céu

Para que nesse momento as palavras fossem desnecessárias

E os sentimentos compreendidos

Mas do que uma fantasia foi um desatino

Que migrou do meu coração

Para imaginação do meu pensamento

Movido pela vontade de existir

Mas como a estrela

por mais que eu a siga

Nunca vou tê-la, perto de mim

Como o fogo será indomável

E se extinguira

Não pude acreditar.

Que uma gota de chuva gelada

Pudesse, acabar com aquilo que fora.

O melhor dos devaneios.

O que tem nesse blog?



 O motivo do meu blog e escutar criticas , e elogios sobre o que eu escrevo
e claro discutir assuntos