sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"O que é a vida sem caprichos"


De Todas as mulheres, procuro aquela que se apaixona cada dia mais, apenas por ainda não ter encontrado, que vislumbra o céu como se procurasse um sonho roubado, possui um sorriso que até os poetas não ousariam imaginar mais agradável, que entenderia duas palavras sussurradas tão bem, que elas nem precisariam ser ditas em voz alta, e ainda assim pareceria um grito, que sonhasse em ver tudo que há para se ver, que riscasse as mãos para não se esquecer, que substitui-se saudações por um abraço, que senta pra ver um filme apenas por curiosidade e o assiste todo, sem nem lembrar do que planejava fazer antes do final, que não organize a vida  por cada detalhe, mas ainda assim tivesse um plano meramente imaginado, que decifre um sorriso, que perdoe um arrependimento, que seja sedutora sem nem imaginar que é, que faça sons engraçados quando recebe cócegas,que reclame por um texto ter mais de oito linhas e nenhum ponto,que ame sem nem ao menos saber explicar os motivos, que não saiba esconder sentimentos, que não reclame de clichês, que goste de caminhar quinze minutos antes do pôr-do-sol, deteste cebolas e não seja obcecada por doces, que finja não ser obcecada por doces, que não se importe com mentiras agradáveis, que finja surpresa mesmo quando já descobriu tudo, que invente motivos para não deixar da estar junto, que não se envergonhe de patinar no gelo, que troque os talheres de mão na hora de cortar o bife, que desista de alguma coisa menos importante, que odeie ficar em filas, que prefira água a um copo de rum e um copo de rum ao maço de cigarros, que sonhe em formar uma família, que brinque e que sinta saudades sem nem ao menos ter conhecido.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Janelas Azuis

Limpou os olhos, meio que sonhando ainda com tudo que conseguia lembrar, vislumbrou um sol fraco pela janela meio que decidido a acordar, virou-se apanhou seus óculos meio tortos de um abraço surpresa, colocou-os, escutou os sons rotineiros da vizinhança.Passou pelo quarto desarrumado, como geralmente fazia quando não iria receber visitas, entrou pelo corredor sonhador, olhou as horas no relógio que seu avô lhe dera no ultimo natal, onze e dezenove, pegou o telefone, pensando ela deve estar acordada.
-Alou? Ah quem é?
-Ei! Nina arrume a mala, tenho uma surpresa, uma ótima surpresa!
-Que? Anthony que idéia e essa?
-Vamos! Se arrume lhe contarei no caminho!
-Ah! Hum ok
Desligou o telefone com ar de quem não tinha dúvidas nem ressentimentos dos planos futuros, calçou os sapatos, pegou umas roupas e as lançou na mala sem qualquer cuidado, eufórico demais para separar meticulosamente a roupa como era de seu agrado, lançou-se porta a fora, quase se atirou no primeiro táxi que viu, sem muito ar, disse o endereço completo de Nina, o tempo agora fechava.
Pararam na frente da casa de Nina 15 minutos depois, lá estava ela pronta, de mala nas mãos, entrou no táxi trocaram as cordialidades costumeiras, o tempo castigava as janelas do pequeno táxi.
-Anthony...
-sim?
-Qual a surpresa?Pra onde vamos?
-Vou levá-la aos Estados Unidos!
-Mas pra que?
-Vou dá-la dois dias dos namorados este ano.   

domingo, 13 de fevereiro de 2011

29 palavras, mais duas estaria resolvido .


Passo por ele a toa
Tempo que não voa,
Tédio decidido, a não parar
Nem fazer sentido
Tempo longo demais
Quando tudo que se quer
É não pensar mais


.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Perguntas repetidas,


Tarde, dia ou noite perguntam-me se estou apaixonado, fazem cara de surpresa, marcam a conversa com essa estranha sutileza, usam doces letras, às vezes piadas caretas, curiosidade de gente brasileira, não sou amargo, não sou vil, mas parece que minha resposta não deixa marcas confortáveis em rostos agradáveis, não sorriem por acharem que estão sendo ignorados, não alcanço a expectativa de um sim, não os deixo em duvida de um talvez, acabo com a esperança de cada um deles com um não, acabando, com a esperança de minha verdadeira versão dos fatos de meu coração.    

Tecelão

Desejar você
Faz-me tecer sofrimentos
Inspiração para amadurecer
E pensar em você

Escrever me faz querer
Sem medo, sem hesitação
Estar em sua direção
Não no material, no real
Mas no caminho, no destino

Pois Eu Lembro


Mexi com letras
Com papeis e canetas
Fazia traços tortos e gastos
Sem muita inspiração
Só com o esforço da mão

Você foi um clarão
Um suspiro para minha solidão
Derrotou as margens da minha imaginação
Mexeu com as letras de meu coração
Transformou em arte, uma obra falida.
Deu sentido e vida

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O que livros não ensinam


Qual o motivo disso tudo?
Desistir da realidade, viver sóbrio em pé de igualdade com minha criatividade
O que você sabe?
Nada, sempre serei um eterno aprendiz da experiência passada  
O que entende?
Não entendo nada, vejo tudo da minha forma errada  
Com que sonha?
Com tudo que sinto, de outra forma não faria sentido
O que você quer?
O mesmo que todos, Diferente dos outros
O que você sente?
Sinto dor, sinto amor, sinto odor, sinto o que todos sentem
Mas aprecio o sabor de forma diferente
E o que provaria que esta amando?
Reconhecer que para todas as perguntas, existe uma resposta em comum certa.

Prólogo de um segredo


Penso em meus medos
 Como estão ligados a antigos erros
Vejo meus dedos cruzarem
Sem receio
Quando digo que a esqueço

Vejo sua forma numa noite
Que desconheço
Logo se torna doce o que antes foi negro
Chega mais perto

Vejo que sorri por inteira
Mas logo se torna poeira

Os fantasmas de meus desejos
Estão em seus beijos

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vale a Pena


Você mente abraçado a ela
A faz sorrir, e a impede,
Sempre que pode, de chorar
È um perfeito cavalheiro
Ninguém é capaz de negar

Eu te admiraria, mas sou capaz de pensar
Valeria, viver na amargura de querer
De tocar de vê-la sorrir  
Enxergar, mas não querer sentir
De falar, e vê-la responder sem desagrado
Eu diria que você sonha acordado,
Para não acordar sem lembrar do que tinha sonhado   

Eu entendo, eu sei como é pesado
Sentir a pergunta crescer no âmago
E perceber, que de todas as perguntas que você tinha imaginado
Essa justamente, você esqueceu o significado.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Puro caminho


Depois de beijá-la
Senti-me estranho,
Era doce o momento,
Suave como o sabor do vinho
Engarrafado por um homem apaixonado,
Delicado, como se a pressa fosse tão difícil de imaginar
Que se dormiria horas apenas por tentar,
Foi a segunda vez que alcancei algo pelo qual lutei,
Mas foi a primeira, que eu jamais esquecerei

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Criado mudo

Minha janela de madeira
 Revela-me a noite
Escura e nefasta
Nela os segredos aguardam-me
Ansiosos

Comecei a digitar mistérios
Com a luz clara sobre meu olhar
Mas soube
Que só poderia terminar
Sem luz
Onde os mistérios aparentam estar

À noite
Parecia querer convencer-me
Pois me comoveu fazendo
Que o vento esperasse
E que o tempo descansasse de passar

Até a lua se fechava
 Convencida.
Que tua luz incomodaria
Adormecidos sentimentos sem nome

Cai sob a latitude dos eventos
Sobe a pura vontade da noite
Convencido de seu sublime mistério
Sem piscar os olhos

E a noite falou
Em sussurros silenciosos
Sobre o tempo
Sobre o ar
Sobre amar

E senti-me profundamente envergonhado
Pois sempre achei que sabia amar
Mas foi a noite
Que me ensinou
Que só ama aquele que não precisa enxergar

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Queria ter dito antes




Na primeira das minhas tonteiras
Vi-me mentindo a um lago
  Seu reflexo no meu embaraço
Tudo se foi como se eu nunca tivesse imaginado

Sem nem ao menos uma explicação
Minha traição foi sentindo desespero
De jamais tê-la por inteiro

Minhas palavras perderam o som lisonjeiro
Foram se tornando as mais ásperas
Palavras do amanhã ficaram pesadas

 Protegia-me de mim mesmo
Mas a esperança virou meu desejo
E não dizer o que mora em meu peito
Havia se tornado um fardo
Maior que um imaginado

Dizer inúmeras vezes
Sobe o cruel som da solidão
Que já havia esquecido
Não era algo que poderia ser suportado
Sem firmes marcas na alma

Pararia tudo
Apenas para um sussurro
Um som leve
Que estava ali para te amar
E que nada faria para mudar

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Audácia de sentir


As luzes da cidade
Que jamais se apagavam
Piscaram quando se foi
Revelaram no céu os olhos
Uma perfeita distração
Para esconder no rosto
O lamento que crescia
Noite que não me conhece
E pelo mesmo motivo
Me protege

sábado, 22 de janeiro de 2011

Como escrever

Usando de atos enigmáticos
Em dias ensolarados
Sempre olhei para o alto
Desejei ver sonhos desacreditados
Voarem bem alto
 Por cima do muro de falta de esperança
Se livrarem de seus fardos
Para poderem finalmente
Serem realizados 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Desapego e causalidade


Esqueço de não me envergonhar
Pois a cada dia minto
E mas ainda desejo seu olhar
Sem julgamento, sem pesar

Aprendi cada passo sincronizado
A não desistir quando desacreditado
A sambar mesmo enjoado

Mesmo assim vivo a esquecer
Esqueço de parar de te ver
Esqueço de não pensar em você
Esqueço de parar de confiar em você
Esqueço de parar de gostar de você

Só não me esqueço da mentira
Da mentira que é tentar esquecer você
Pois a única verdade que lhe disse
Foi que não gostava de dançar

Tudo que eu mais gostava era de estar lá
Ao seu lado, rodopiando e virando
Suas mãos seguras nas minhas
Seu rosto virando em direção ao meu

Esquecia ritmo, esquecia a musica que escutava
Esquecia até o sonho que me despertava
Tudo que eu sabia era que aquele som não acabava
E seu olhar não me abandonava

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Para te escutar em silencio

Desconheça a solidão de seus sentimentos

Porque somos feitos da mesma alma

Mesma fraqueza

Que não responde em vão

As dores que as fases da lua trazem

Que suspiram em uníssono

Esperar que o outro entendesse

Que seu lar não esta nos blocos que o tempo pode levar

Mas no coração

Onde o tempo não é capaz de alcançar

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Para me trazer de volta

Querida Luciana,

Desejaria que não fosse assim, pois cansei e quando digo isso, não é apenas um som pra fora da minha boca, ser um dos integrante da platéia, não é vida que desejei para mim, e tentar participar da peça que você dirige desde que nos conhecemos, já não me interessa mais, as coisas mudam eu diria, mas aparentemente não, ficam estagnadas, estendidas e vazias sobre a grama como se o todo o tempo do mundo não estivesse presente e as queimaduras do sol não fossem cruéis com os que ficam parados muito tempo sobre ele.

Você por anos, foi talvez a melhor das minhas paixões, antes de conhecê-la eu tentei criar em meus pensamentos alguém que me prendesse os olhos e os pensamentos, sem se importar em perder as chaves e você entrou na minha vida, senti como se os odores da primavera junto com o calor do verão e o mistério do outono se unissem para garantir um dia perfeito ao seu lado. Infelizmente chegou o dia no qual o frio do inverno me mostrou quem você realmente era, uma mistura de antagonismos estranhos, se por um lado me sentia estagiado com sua presença do outro me sentia fortemente impelido a correr, lhe amava, mas no fundo sabia que não achara a pessoa certa.

Queria enviar uma folha em branco ou pelo menos queria que fosse simples assim, mas você requer minha atenção e negligencia todo meu afeto, já não sou platéia

sábado, 25 de dezembro de 2010

Livro de cabeça pra baixo

Deixe me escuta-la essa noite

Não me afaste mais

Me encontre com poucos passos

Perto de seus abraços

Deixe me vê-la essa noite

Perdoe-me por não lembrar de ontem à noite

Por deixá-la ver que não sou seu par

Minha culpa te enganar

Mas não se vá

Não deixe sua capa

Deixe-me ajuda-la

Não se esconda de sua sombra

Foi meu erro em seu desespero

Espero a chuva fria

E que tema sair à noite sem capa

Para poder encontrá-la

Em algum lugar

Encontro em teu peito

Trégua para meu confronto

Anseio pela paz de seus olhos

Pelo fortúnio de sua inocência

Descubro na noite

Os sons de seu leito

Embalsamado por seu abraço

Vivo num conto fadas

Chamado ao seu lado

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Da Mel

Não a via com freqüência

Aquela doce experiência

Olhos verdes

Voz com sabor de mel

Suspirava encantos

Era uma réu

Com um ar de inocência

Que só as culpadas possuem

Nada a deixava tensa

Ela vem do outro lado do pôr-do-sol

Onde a beleza e tão natural

Que suas raízes são enterradas na imaginação

Regada com sonhos

sábado, 11 de dezembro de 2010

Chega de ser educado

Cansei dos ditados sábios

Textos muito bem abordados

Caligráfica fina sem remendados

E Leva-se anos, só pra ter a porra do lápis apontado

Essas merdas de autores bem recomendados

Otimismo de hoje e um animal empalhado

Por fora do jeito que era no passado

Por dentro oco e sem significado

Merda de presente pouco justificado

São todas mentiras mal empregadas

Consome-me como cada momento

Não me esquece nem na porra do feriado

Faz rachaduras no meu destino premeditado

Cria insônia e me deixa a merda do dia inteiro acordado

Injustiça nobre, queima com luvas

Mas que se dane as minhas queimaduras

Futuro engraçado

Me deixa babando mesmo desidratado

Impede que se esclareça até a merda do enunciado

Te fode e te mata , você nem sabe do que se trata

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lar

Pare de sussurrar

Desista de tentar

Criar não é pensar

Esqueça o que aprendeu

Sinta o que você viveu

Deixe apenas o sentimento te levar

E veja onde vai dar

Não será estranho ao chegar

domingo, 14 de novembro de 2010

Amigo

Tem a mim sem nada em troca

Na noite me espera, sempre me consola

Para você, não há tempo ruim

Quando chego desperta as estrelas


E a sombra desse pensamento

Enrijece a magoa

E a deixa duradoura

Pois uma noite posso chegar

Sem você para encontrar


Quando você se for lua

Fique sabendo

Estará levando o melhor de mim contigo

Deixará comigo, aquele meu sonho infantil

Para que eu sempre possa lembrar

Do meu amigo

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Difícil é entender você.

Escrevo talvez um diário de emoções

Pois a cada letra ponho sensações

Os sofrimentos, as angustias e poucas alegrias

Raiva , rancor e decepção

Talvez fictícios talvez subestimados

Livro-me de sentimentos trancafiados

Dou liberdade àqueles que são ignorados

Desfaço os nós da garganta

Deixo os dedos baterem em teclas

Deixo os errar e nem sei ao certo onde vai dar

Começo por um verso enviesado

Termino num contexto totalmente alterado

Que no começo da frase tinha imaginado

Pois antes de chegar ao final

O inicio todo será apagado

Que se perca o sentido

Que se perca o significado

Pouco me importo

Desejo apenas o som do teclado

Sem regras pouco ilustradas

Minhas linhas são livres

O horário é triste

O momento é certo

A inspiração toca a alma

Daquele que não fala

Desculpe se você não me entende

Viva a criatividade

Não se esqueça na realidade

domingo, 31 de outubro de 2010

Sempre diziam



Sempre sonhei com uma garota, que assim que me visse, iria sorrir e correria ao meu encontro deixaria a bolsa cair, sem vergonha nenhuma de estar na frente de qualquer pessoa, me daria um “abraço voador“ como nenhum outro, com os braços laçados ao meu pescoço, arfando e sem precisar dizer: “estava com saudades de você”, pois seu abraço tinha muito mais do que eu precisaria.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Jaz pra mim, Assim

Como falar sobre a

Amarga sensação que sinto

Sempre que a vejo partindo?


Como dizer que o que eu mais desejo

E vê-la vindo para estar comigo?


Como, apesar de não ama-la

Sempre a espero, a sempre anima-la.


E por vezes quando me estende a mão

Tenho medo de pega-la

Pois nunca mais iria solta-la.

domingo, 3 de outubro de 2010

Ilusão&Realidade

Não posso prometer um romance cinematográfico

Um final feliz com um inicio problemático

Rosas roubadas e sonhos perseguidos

Noites de dias incríveis

Mas se eu explicasse a você

Desejaria apenas a promessa?

Ou entenderia que

Nem à noite

Nem o dia

Poderia imaginar a fantasia

De poder estar ao seu lado

Um só dia

Perfeição

Sua sombra me instiga

A sempre segui-la

Sem jamais alcança-la

domingo, 5 de setembro de 2010

Em meios


Soube pelos seus olhos
Que passou por momentos ruins
Que suas vontades
Não persuadiram o destino
Que derramou tantas lágrimas
Para acalmar seu pesar
Que teve medo de nunca mais parar
Parar, para sorrir de novo

Me de a mão
Para que na dança da vida
Você nunca mais fique sozinha







domingo, 29 de agosto de 2010

Escolhas

Poderia, sim compor
Frases que iriam
Entorpecer sua mente
Iludir sua imaginação
Cegar sua tristeza
Persuadir seus medos
Tira-la alguns centímetros do chão
Mas prefiro apenas dizer
Que te amo.

sábado, 28 de agosto de 2010

Distancia



Pensei uma vez
Que é possível te ver
Em sonhos
Dobrando as esquinas
Sempre a vista
Atravessando os arcos
Sempre distantes
Caminhando contra o sol claro
Ofuscando o olhar
Mas que para te encontrar
Preciso mesmo acordar

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Menos



Espero que sinta
Que sofra ao menos
Menos do que eu lembro
Dos dias que tivemos

Que viva ao menos
Sabendo que te amo menos
Mas que ao menos te amo ainda
Mesmo que eu não admita

E que ao menos
Uma vez por dia penso
Deite-se e esqueça
Feche os olhos e adormeça

E o sonho
Cada letra que me inspira
Me diz
Esqueça e se divirta
Ao menos uma vez

sábado, 17 de julho de 2010

Sem dizer nada

Não tenho o que dizer
Talvez por que nada o que eu diga
Faça diferença na sua vida
Você abre e fecha os olhos todos os dias
Sem me conhecer , sem me imaginar

Quanto tempo passo imaginando
Uma vida com você ao meu lado?
Eu diria a mim mesmo
Um dia a mais a cada dia a seu lado

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Prometo

Vou segurar sua mão quando saltarmos

E serei seu guia durante a queda

No abismo de velhas e novas experiências

E não vou desviar meu olhar quando me olhar insegura

Vou te escutar dentro e fora de seus sonhos

Serei seu refugio durante as tempestades

Estarei ao seu lado

Mesmo que não consiga me ver

E quando quiser ficar sozinha

Serei silencio para jamais deixa-la

Quero contemplará a cada manhã

E beija-la com a curiosidade do primeiro beijo

E quando chegarmos no final do abismo

Vou continuar segurando sua mão

E de olhos bem fechados

Vou fingir continuar caindo ao seu lado

sábado, 5 de junho de 2010


Sempre a vejo
Mas nem a conheço
Nem faz ideia
E aos poucos acontece
E o tempo nem sei
Pensando desaparece
Sofrimentos que sempre testemunhei
E as escolhas se cruzam
E as que eu sempre desejei
ainda me faltam
Mas ainda não terminei

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Crista

Não deseja ouvir
Suas frases enfileiradas
Enfeitiçarem a mulher amada
E quando aflito
Pronunciar com sua melodia distinta
Seus poucos traçados versos
Constranger a duvida
Tornando real
Sonhos incertos?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Apenas esqueça

Diria-lhe o que penso
Embora apenas pioraria
O faria ver as coisas
As coisas como eu vejo
Embora apenas pioraria
Convenceria-lhe de seus erros
Mesmo que eles nem mesmo existam
Na realidade eles me pertencem
E tudo pioraria
Não te olharia nunca mais
Por orgulho, por raiva
Por medo
Embora apenas pioraria
Haveria a verdade em minhas mentiras
As quais eu mesmo nunca veria
E tudo pioraria

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ao Senhor Presidente

Problema no mundo nunca foi ver , mas agir .
Todo mundo sabe os problemas do mundo certo?
E não adianta fechar os olhos
Fazer cara feia
Dizer que não sabia
Dizer que esta fazendo tudo que pode
Não fazendo nada
Só ver não acaba com o dever
Todo mundo conhece os problemas
Só falta você apresenta-los
Solução

domingo, 2 de maio de 2010

pensando

Vivo aos seus olhos
Longas tardes de insanidade
Deitado sobre seu sorriso
Escutando seu silencio

Pensando em seu toque
Puro sonho fantasiado
Já que seus olhos
Estão sempre fechados

segunda-feira, 22 de março de 2010

A primeira vez que a vi

Som ligado, luzes baixas
deitou-se sobre o telhado de luzes
Sem compromisso algum
vento nos olhos, companhia de milhares

silencio abateu
uma subida rápida
problema resolvido

pós-se a deitar novamente
diante de seus espectadores calados, mas de olhos brilhantes
pode sonhar acordado

sábado, 20 de março de 2010

bom dia

Seu olhar encontra o meu
um pouco nervosa
olhar inseguro
olha para o vazio

levemente balança a cabeça
ainda um pouco trememula
diz o que pretendia dizer
olhos atentos
convictos a cada palavra pronunciada
seu olhar encontra o meu
suspira e respira aliviada

sábado, 23 de janeiro de 2010

Dormir e apenas sorrir

O relógio não mostrava
que ela desejava ver

Cortinas bem escolhidas
escondiam rolar das lágrimas
que em despedidas
deixavam amargas feridas

Poeira dos retratos
estremecia felicidade desmedida
suplica a cena por reacção

Mas o tempo aprofunda ferida
que não se podia ver
fazendo uma paixão voraz
adormecer

sábado, 12 de dezembro de 2009

NÃO DEIXE MORRER

Marighella vive! Frei Beto vive!

Todos que um dia derramaram

O sangue idealista no plano ditador

Até que seus pêsames sufocassem

A voz presunçosa

De lideres boçais

Todos vivem!

Vivem no coração daqueles que se lembram

Renascem na inspiração daqueles que se põem

Seus ideais irão novamente correr na veia dos injustiçados brasileiros

Seus gritos deverão ecoar pela garganta dos oprimidos mais uma vez

Só que dessa vez o inimigo e outro

A opressão militar não assola mais o povo

A corrupção dos lideres é o grande opressor

Que pouco a pouco será também sufocado!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

lúcida vontade

Tentei esquecer você
Mas contra todas as minhas vontades
Vejo-te em todos os lugares
Tudo parece lembrar-te

E a cada nova manha
Aparece em todas as coisas
Ou em coisa nenhuma
Faz parte de mim
Ou Faz parte de tudo

E eu, novamente, sem sucesso
Tento tirar-me de mim mesmo
Sabendo que morreria no processo

lista

Não paro mais para pensar em você

Que agora e só mais um nome

Em uma lista embaralhada

Com dezenas de outros nomes


E quando Passo os olhos pela lista

Deixo-me esquecer de lembrar

Não me prendo a lê-la mais

Esqueço o que estava fazendo

E minha vida, de novo, vou vivendo

domingo, 22 de novembro de 2009

O que fazia

Olhos contraídos por causa do sol

Quase se esbarraram

Rua pouco movimentada

Calçada rachada por raízes de árvores velhas

Os olhares duraram o silencio da tempestade

E logo mudaram de direção

Instintivo e educado

Mas suficiente para esquecer

Pra onde iam

O que estavam fazendo

No que estavam pensando

...

sábado, 21 de novembro de 2009

Complicado achá-la
Você e rápida
Logo que a vejo
Logo a perco de vista
Fico anos sem te ver
E quando acho que a achei
Era só mais uma cópia
Enganei-me inúmeras vezes
Errei inúmeras outras
Na esperança
Mantenho olhos abertos
Sempre olhando
Na direção que te perdi

Anúncio

Quanto mais eu penso em você
Menos faço parte de mim mesmo
Mais do que posso calcular
Há de você em mim

E quando me ignora
Vazio eu fico
Já perdido de você
Aguardo apenas o que resta

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

assim acontecerá

Ele virou antes de chegar ao caixa, pegou-lhe as mãos, ela ficou atônita, no meio da fila do mercado, ela nunca podia ter esperando por isso, ele então olhou e seus olhos e disse:
-vou fazer isso da maneira mais sincera que eu posso, vamos discutir, nem tudo será flores e alegrias , você vai jogar coisas em mim , eu vou dizer coisas horríveis pra você , haverá uma briga pela posse do controle remoto , vou ficar insano quando achar calcinhas no boxe , você ira reclamar sempre de mim, mas tudo que eu te peço e que não jogue nada cortante em mim e que me ame , por que lhe amarei de volta por que não vejo meu presente nem futuro sem você ao meu lado, case-se comigo ?